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domingo, 28 de outubro de 2007

Encostei-me ao muro da alma


Encostei-me ao muro da alma
E pus-me a pensar nas coisas da vida
Espírito irrequieto
Que no silêncio do corpo
Dança os véus da mente
Eu queria seguir com os braços do descanso
O descanso dos dedos que me atropelam
Que me fazem olhar o mundo
Com o vómito da repulsa
Ou com o sorriso de um sorriso
Que tanto esperei ver sorrir…

E neste meu pensar
De ver as coisas para além do que são
Vou viajando de vida em vida
Na esperança de me encontrar
Sem que seja preciso procurar-me…

Manuela Fonseca

4 comentários:

Vera disse...

"Vou viajando de vida em vida
Na esperança de me encontrar
Sem que seja preciso procurar-me…"

Lindo amiga!

Beijo grande

sveronica disse...

Reflexões...Um modo de ver a vida entre um e outro pulsar!

beijos

Nilson Barcelli disse...

Quando a alma tem um muro onde nem sequer precisas de te procurar, essa alma só pode ser boa, porque o muro é transparente, leal e amigo.
Mais um soberbo poema.
Bfs, beijinhos.

Mário Margaride disse...

Lindo este poema, Nela!

Quantas vezes nos encostamos nos muros da vida, ouvindo-os! Quantas...

Vezes sem conta

Gostei muito!

Bom fim de semana

Beijinhos...

Gil