
Encostei-me ao muro da alma
E pus-me a pensar nas coisas da vida
Espírito irrequieto
Que no silêncio do corpo
Dança os véus da mente
Eu queria seguir com os braços do descanso
O descanso dos dedos que me atropelam
Que me fazem olhar o mundo
Com o vómito da repulsa
Ou com o sorriso de um sorriso
Que tanto esperei ver sorrir…
E neste meu pensar
De ver as coisas para além do que são
Vou viajando de vida em vida
Na esperança de me encontrar
Sem que seja preciso procurar-me…
Manuela Fonseca