
Eu que procuro o amor
E o detesto
Eu que tudo não amo
E nada careço
Apesar desta busca constante
Irrequieta
Donde me vem ainda
A força das mãos?
Tanto vendaval inútil
Me estraçalhou
Para ficar detida
Nesta ténue rosa-dos-ventos
Afinal, tenho sempre o mesmo
Afiada e não arranhada
Num sonho que não mentia
Busco sempre a ofensa em mim
Naquilo que sai de ti
Quero falar e calo
Quero cantar e oiço
Quero viver e não deixam!
Só faço o que não importa
Só penso o que não preciso
Só me deixam o que não interessa!
Ah! Para que lado foste
E nunca me viste?
Manuela Fonseca
1 comentário:
Pois, até podia ser eu... Está óptimo, amigona.
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