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segunda-feira, 25 de junho de 2007

No Limiar das Palavras


Palavras ditas
E reditas
Eco transcendente
Da voz que grita
Esgar único de um rosto firme

Sim…
Talvez nos encontremos
No limiar dessas inúteis palavras

Porém, tão longe…

E na pressa de nos abraçarmos
Inventar-nos-emos
De secretos desejos
Profundamente alojados
Em crianças descalças
Curiosas de amor
Chorando palavras cheias
Molhadas em adágios de timidez
Ou talvez, em bichos vernáculos
Vindos de guerras semeadas
Onde as espigas já eram cinzas recentes
De searas semelhantes

Sim…
E de tão longe…
Talvez nos aproximemos ali
No limiar das palavras.


Manuela Fonseca

3 comentários:

Isa Mestre disse...

Porque talvez as palavras nos unam mais que qualquer sentido o olhar, quero dizer-lhe com as minhas palavras que adorei este poema!!!Parabens e continue sempre. Um abraço

Isa Mestre

Delfim Peixoto disse...

talvez as palavras que escrevemos e sentimos sejam uma bênção, sei lá, um sinal do Céu, das estrelas que nos fazem acreditar no Aanhão
jnhs

Maria de Lurdes disse...

Querida amiga,
As palavras aproximam as pessoas, mas os gestos e os pensamentos que transmitimos com uma troca simples de olhares também são palavras!
Gostei muito deste poema.
Beijinhos
Lurdes