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sábado, 8 de setembro de 2007

A dor do pensamento


Dói-me pensar
Que andei de noite
Entre silêncios e sedes de mim
E que só a Lua, escondida e secreta
Me guiava os passos de dor.
Doíam-me os perigos
Que me apressavam os pés
No desespero que me quero esquecer
A solidão ecoava em cada canto
Sinal do medo que vivi
No vento que me humilhava
Na tão pesada dor
Em que toda eu me dobrava…

Em miragem à minha fraqueza
A poeira me cercava e rodeava
De coisas que nunca vivi
E a minha alma apodreceu
Na pureza do pensamento
Que sempre persegui
E eu vi que nada em mim
Era a monstruosa voz que me declinava
E me transformava
Delirante e perdida
Fugida de gestos violentos
Que me espantavam a serenidade
Na dor do pensamento…

Manuela Fonseca

2 comentários:

Rosa Maria Anselmo disse...

olá Munuela
passou... hoje é presente e é glorioso, cheio de brilho e sonhos concretizados.
jihos
Rosa maria

Paulo Afonso disse...

Olá Manuela

Que os "pesadelos" sejam guardados numa prisão longínqua e que assim estejas livre para "saborear" estes novos e bons momentos que a vida merecidamente te presenteia.

Beijo