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terça-feira, 6 de novembro de 2007

Sentei-me no parapeito da janela


Sentei-me no parapeito da janela
Com a claridade a dar-me na alma
Sem desvendar olhares
Nem contar os gestos que paravam
Para me falarem coisas
De outras esquinas
Onde os braços se tinham cravado
Um dia…

A ponta dos dedos adormecia
Na voz quente que os embalava
Os traços não definiam
O perfil das histórias consoladas
Nem o vento passava
Onde os braços cansados
Repetiam calados
As mesmas histórias
Livres e ordenadas
Que
Um dia…

Foram contadas.

Manuela Fonseca

2 comentários:

Paulo Afonso disse...

Uma visão de ilusão ou de razão que cria a poesia de belo prazer

Beijo grande

Vera disse...

Gosto muito deste poema!

"Sentei-me no parapeito da janela
Com a claridade a dar-me na alma"

Esta imagem é magnífica, sem dúvida!
Parabéns amiga! Vieste inspirada!

Beijo grande

Vera