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sábado, 24 de novembro de 2007

Onde os olhares se dividiam


Onde os olhares se dividiam
As vontades aniquilavam
Transparências azuis
E cores inteiras
Intensas
Suaves…
Invadiram-me o desejo
De ser tela em paisagem
Cor de verde
Adivinhada em terra esquecida
Escorregada nas encostas
De corações desatentos
Inertes
Prepotentes
Desmanchando todas as teorias
Num só golpe
De coisas prometidas
Não cumpridas
Desmentidas!

Manuela Fonseca

4 comentários:

Rosa Maria Anselmo disse...

olá Nelita
ups..... "onde os olhares se dividiam"..uma tela pintada com maravilhosas palavras em cores sublimes!

auauauau
jinhos
Rosa

Mel de Carvalho disse...

Nela,
Já comentei este poema lá num dos cantos por onde nos cruzamos, minha amiga.
Vim visitar-te, trouxe umas broinhas de mel que fiz esta tarde, sentei-me por aqui, quieta, serena e na maior paz deste mundo.
À minha frente, uma bela tela
"onde os olhares se dividiam"

Bjs d(a)e Mel

Vera disse...

Lindo Nelinha!
Adorei o poema todo, mas esta parte:

"Invadiram-me o desejo
De ser tela em paisagem
Cor de verde
Adivinhada em terra esquecida
Escorregada nas encostas
De corações desatentos"

está realmente... de sonho!

Beijinhos

PS: Adorei também a imagem

Paulo Afonso disse...

Olá Amiga,

passei para deixar um beijo e ler nos olhos desses olhares que se dividam...

beijo