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domingo, 22 de março de 2009

A minha fúria selvagem




Mar revolto que me açoita ao bater naquelas rochas, além…
Escorregando toda a minha fúria
Em cada investida da espuma que me aclara a dor

Mar revolto do pensamento lapidado
Alimentado em desejo sóbrio
De penas enroladas à vida

O mar conhece a resposta selvagem
Que a esquina dos gigantes penedos da minha saudade
Agarra os cabelos aos dedos de tantas mágoas

Fúria que me alimenta em dias pares!
Olhar que atinge o limite da minha coragem!

Ah, mar revolto da minha alma decadente!

Manuela Fonseca

4 comentários:

Marta Vasil disse...

Manuela

Já faz tempo que não lia um poema tão intenso. É lindo, mas parece-me revelar alguma inquietude.

Beijinhos

Vera disse...

Bom ler-te Manuela :)
Um poema forte, excelente, muito teu!

Beijinhos

Zezinho disse...

Espetacular...O mar e incrivel e sua furia poetica impossivel!Parabens se puder comentar sobre minha poesia ficarei muito honrado tchau,tchau.

Nilson Barcelli disse...

Excelente poema cara amiga.
Um dos teus melhores que já li. Parabéns, gostei imenso.
Boa semana, beijo.