....

quinta-feira, 13 de maio de 2010

E foi assim a tarde de ontem... Amizade e palavras entrelaçaram-se em abraços e sorrisos!

Meus amigos,

O espaço "Comicios & Bebicios" é pequeno e acolhedor. As pessoas que me acompanharam foram poucas. Mas tive lá os meus queridos pais, um filho que me foi dar um beijinho (estava doente...)

Enquanto as palavras da Mel não se soltavam do papel, conversámos e, ainda, brincámos um pouquinho. Eis que aparece, sem aviso, o amigo, escritor e meu editor Paulo Afonso Ramos. Confesso que não esperava e fiquei muito feliz! Obrigado Paulo!

A música de fundo que eu levei (Diana Krall) calou-se. E foi o início da Apresentação.

- Paulo Afonso Ramos representou a editora e, muito bem, como seria de esperar.

- No momento seguinte, surge a Apresentação da amiga e escritora Mel de Carvalho:

"O "O Último Beijo" de Manuela Fonseca é, e digo-o aqui peremptoriamente, um livro/romance - revelação.

Revelação no sentido em que, não só revela, inequivocamente, o potencial lírio e poético da autora em coadjuvação com o seu potencial emergente no domínio da prosa, da narrativa, como - e na minha óptica o mais importante, o mais sublime - , revela a interioridade, o que de melhor e pior se oculta por detrás de cada um de nós, seres humanos.

É, assim o li, um romance, que não sendo em absoluto "apenas autobiográfico" é catarse; um romance em que Manuela Fonseca faz a exorcização dos seus fantasmas ( que são os fantasmas comuns a muitas mulheres, infelizmente...) ao mesmo tempo que nos coloca em mãos, qual terapia ao alcance de todos nós, e a um custo zero, um caminho...

Um romance em que "o sonho comanda a vida", e em que se discute a questão tão pertinente e sempre actual, sobre a "insustentável leveza do ser" ou, para ser mais clara, a questão de que, homens e mulheres, enquanto seres gregários que são, estão, digamos, que "programados" para partilhar a vida, o dia-a-dia, o quotidiano com outros seres, malgrado dores e vicissitudes, desilusões e sofrimentos, regenerando, reconstruindo trilhos dentro de si mesmos, no sentido de se reencontrarem plenos, livres em liberdade de se sentirem "amarrados" ( vidé, a propósito o belíssimo extracto de " O Principezinho" de Antoine de Saint-Exupéry, citado no último capítulo)...

O caminho que este romance nos indica, é um caminho ao alcance de todos nós, portanto. E esse caminho, é um caminho de laços e afectos, de ternuras e cumplicidades que, desde logo se cimentam no plano relacional da estrutura primeira - a família de proveniência (os pais, os avós) que se maximiza nos filhos e que se ancora na amizade de e para com Inês, amiga de longa data...

( Inês é, portanto, a âncora de Bea ou Beatriz, sendo que Bea é - abro aqui
um pequeno parêntese, levanto o véu -, a personagem principal, a mulher
de sete ofícios, a lutadora, a sonhadora, a que sofre, a que chora, a que
se relega por vezes a planos menores, de limbo e apatia, mas também a que
nunca desiste de ser mãe, de ser a amiga e, por fim, de ser a amante/amada
- esposa, mulher plena e realizada. Mas sempre filha, mãe, amiga...e
sempre Mulher.)

Pelo caminho, neste caminho, surgem outras e não menos importantes personagens, num romance actualíssimo, onde se cruzam, cerzindo, teias de afectos geradas no plano dito de proximidade e vizinhança (trabalho, bairro, rua...) às só possíveis no século XXI, com recurso às novas tecnologias, por via das auto-estradas da informação. Assim desabrocham e crescem novas amizades, uma das quais destaco, com uma terceira mulher, decisiva no rumo da história, a que a autora, em boa hora decidiu dar o meu nome ( e porque vejo nisto um gesto generoso de amizade, te agradeço, Manuela - "bem-hajas, Manuela"...). E neste caminho, nesta "auto-estrada"...nasce um novo amor...

Não pretendendo ser exaustiva, e em jeito de síntese, destaco então a coerência que resulta do que, num primeiro olhar poderia parecer uma "manta de retalhos" de diferentes géneros: narrativa/prosa poética/poesia/epistolas ou, usando o texto de capa (verso) do livro, o somatório de um olhar sobre "um conjunto de fotografias desarrumadas numa caixa..."

Mas não, e não de todo. O conjunto é, de sobremaneira, maior do que as partes. O conjunto é harmónico e belo.

A coerência, portanto. Para além da beleza, para além do íntimo, da coragem, da assertividade no uso da palavra, nas remissões ao mundo de Beatriz e Inês, em que a música, a literatura, a paisagem (a vista e a imaginada) são passaportes para viagens igualmente íntimas e roteiros abertos que a Manuela Fonseca aqui nos deixa, com um "último beijo"...até ao próximo.

Por fim, atrevo-me a ler, o que me prendeu de imediato a este livro: a capa, o verso... (que a Manuela dedica a todas as mulheres)

(...)

E finalmente, agradeço-te, Manuela, pelo convite a estar aqui a teu lado neste alimento de alma que é, em nós, a partilha da palavra...
Bem-hajas! Um beijo...um último beijo...até ao próximo.

Mel de Carvalho

12 de Maio de 2010"

Amigos, nada mais tenho a acrescentar (apesar de umas palavras que disse...), apenas, um muito obrigado à Mel de Carvalho por ter aceitado o meu convite e um abraço enorme ao Paulo Afonso Ramos por estar presente a representar a editora Temas Originais.

Aqui ficam testemunhos da tarde de ontem com carinho, para todos vós.

Um beijo a todos...não o último, certamente :)

Manuela Fonseca

3 comentários:

Mel de Carvalho disse...

Manuela,
para um auditório cheio, para uma mão cheia de pessoas ou, apenas para uma, o que na realidade importa é que, quem nos ouve e quem nos lê o faça de coração. E foi esse o espírito e a mensagem que encontrei nos teus convidados: estavam por ti, de coração, abertos à descoberta das tuas palavras.
É quanto basta. O resto são "meros pormenores"

Aproveito para agradecer de novo e, uma vez mais, reiterar o que digo repetidas vezes, sem qualquer falsa modéstia:
- não sou poeta, não sou escritora. Sou uma mera artesã das palavras, no gosto, na partilha e no constante aprendizado de um trilho feito destas e por estas.

E, neste caminho de e com as palavras, te encontrei e, neste caminho, ainda que muito por detrás da tela, cresço pessoa. E nada mais.

Os maiores sucessos para ti, para o livro, e, claro para a Temas Originais, a Comi cios & Bebicios que acolheu o evento. E para os presentes e para aqueles que desejando não estiveram ...

Beijo fraterno
Mel

Vera disse...

Que lindos que estavam todos! Adorei rever-te e rever a Mel, que tanto gosto como escritora, poeta e ser humano. Foi uma escolha muito acertada mesmo para teres ao teu lado nesse dia e tenho pena de não ter podido assistir. Mas fiquei agora com um gostinho :)

Beijinhos

(Adoro o teu livro)

Anónimo disse...

olá minha mana ,pois é tive muita pena porque é que eu não estive mais uma vez no teu lançamento do livro,tu bem o sabes ,mas como sempre estamos presentes uma com a outra ,unidas pelo coração ,estive lá podes crer ,e como eu constato aqui e pelas fotos que imprimi estas ,linderrima ,como não podia deixar de ser ,,,tu mesma ,e sem mais comentarios ,caminha em frente ....te adoro ,,,,,e hoje dia 23 ,muito especial ,,te desejo o melhor do MUNDO com teu MARIDO ,meu grande ,,,,CUNHADO,,,,,hehehehhee beijossssss muitossssssssssss