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terça-feira, 18 de maio de 2010

Dá-me o pão que te fica intacto


Dá-me o pão que te fica intacto
Para que as minhas mãos
Se aninhem em concha
Qual sonho de criança feliz
Sem abutres atentos
Ao tombo da morte que se adivinha

Sem alcances à tua vida
De falsas sedas
E punhados de mentiras
Cristalizadas
Na gargalhada bêbeda
Que a noite destapa
No vazio do teu dia

Oferece-me esse pão que te fica intacto

Manuela Fonseca

5 comentários:

direitinho disse...

O tema do teu poema toca no coração de todos nós. É um grito que incomoda
A foto clarifica a fome do pão.

Maria disse...

Porque é que não te consigo comentar...
Dói demais.

Um beijo.

Anónimo disse...

AI MANA ,QUEM É QUE FICA INDIFERENTE A ESTA FOTO E MENSAGEM ,NÃO CONSIGO DIZER MAIS NADA ,SÓ SEI DIZER QUE DOI MUITO OLHAR ,VER ,E SABER QUE INFELIZMENTE É O PÃO NOSSO DE CADA DIA ,,,,,SINAIS DOS TEMPOS,,,,,,,,,,,BEIJO DOCE MANA TE AMOOOOOOOOOOO

anacoelho disse...

Um pedaço de pão, um poema fantástico numa temática forte e real.

Beijos

Marta Vasil disse...

Manuela, vim visitar-te e reler este teu poema. Atrevo-me a (re)comentá-lo agora aqui, dizendo apenas que o título seria um belíssimo slogan, face ao empedernimento que habita em muitos peitos.

Beijinhos e boa semana