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quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Palácio dos meus néctares


Palácio dos meus néctares
Imperfumados
Onde o relógio parou
Entrei em estranhos aposentos
De lençóis enrugados
Janelas escancaradas
Batendo as horas do vento
Espanto do meu olhar
Dobrado
Perpetuado
Em imortais corredores de pedra
Chancelados de duras portas
Vazias no rodar

Em meio ao salão
Perplexo de intimidades
Só os olhos
Verde-esmeralda
Olhavam
De fora para dentro
Tantas portas rangentes
Imortalizadas

Manuela Fonseca

6 comentários:

Vera disse...

"Só os olhos
Verde-esmeralda
Olhavam
De fora para dentro"

Muito bonito amiga! E tanto poderíamos dizer sobre estes versos tão reflexivos!

Beijinhos

Rosa Maria Anselmo disse...

ola Nelita
Que palácio este... que os olhos Verde-esmeralda, não olhem sá de fora para dentro.. peço que eles entrem no palácio!
jinhossss
Rosa

Rosa Maria Anselmo disse...

corrigir
sá = só.

Rosa

Isa Mestre disse...

Há dias em que se escreve a chorar e há outros dias em que se chora a escrever. Obrigada pela sua escrita tão pura e sincera. Um beijo.

Isa Mestre

Maria disse...

Um palácio de néctares muito especial.....
... onde toda a imaginação é permitida.
Que se escancarem as portas!

Beijinho

Luis F disse...

Lindas palavras num momento único como só tu sabes fazer.

Obrigado por seres minha amiga

Bjs