
Não te detenhas em mim
Deixa apenas que me enrosque
No teu sofá verde água
E poise o rosto no teu colo
Sentindo as tuas mãos
Deslizarem pelo meu cabelo
Que escorrega sem pressa
Descobrindo os meus ombros
Despidos de sedas orientais
Um dia…
Visitar-te-ei todas as noites
Sem nunca me veres
Mas sempre me sentirás.
Manuela Fonseca