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terça-feira, 24 de novembro de 2009

No crepúsculo dos teus ombros


No crepúsculo dos teus ombros
Ajoelhei a minha tristeza
E apedrejei a minha mágoa
Rasgando todos os silêncios
De secretas ombreiras
Onde me estatelaste
Na fúria podre e embriagada
Da possante inferioridade
Onde a alma tua desmaiava…

No crepúsculo dos teus ombros
Enalteci as minhas vontades
E arrecadei as pedras das minhas mágoas
E com elas reconstruí
Aquele a que eu chamo o Eu de Mim

E as ombreiras descobertas
Em noitadas ébrias de passados
Romperam a fútil inferioridade
De anos arrecadados…

Manuela Fonseca

4 comentários:

VALTER FIGUEIRA disse...

Oi
belos poemas
gostaria ce conhecer seu livro
e trocar figurinhas
um abraço

Luis F disse...

Amiga, como são belas as tuas palavras... como tem encanto os teus poemas... como gostei de visitar-te.

Beijinhos
Luis

VALTER FIGUEIRA disse...

oi bom dia
Tenho livros publicados que necessitam de divulgação e de leitores.
gostaria de trocar livros de nossa autoria. O que acha.
vc divulga por aí e eu divulgo por cá.
é uma forma de sermos lidos e divulgados.
um abraço

direitinho disse...

Boa Noite
Gostei muito deste poema. Faz um jogo de palavras e com elas constrói a ideia central do poema.
Vou passar por aqui mais vezes.