segunda-feira, 30 de novembro de 2009
terça-feira, 24 de novembro de 2009
No crepúsculo dos teus ombros

No crepúsculo dos teus ombros
Ajoelhei a minha tristeza
E apedrejei a minha mágoa
Rasgando todos os silêncios
De secretas ombreiras
Onde me estatelaste
Na fúria podre e embriagada
Da possante inferioridade
Onde a alma tua desmaiava…
No crepúsculo dos teus ombros
Enalteci as minhas vontades
E arrecadei as pedras das minhas mágoas
E com elas reconstruí
Aquele a que eu chamo o Eu de Mim
E as ombreiras descobertas
Em noitadas ébrias de passados
Romperam a fútil inferioridade
De anos arrecadados…
Manuela Fonseca
domingo, 15 de novembro de 2009
Aquela rosa branca

Foi naquela rosa branca
Que me perdi em mim
Num dia em que a chuva
Me negou aquele abraço
Podia ser de tristeza
Sem a vontade esperada
Mas seria o olhar abraçado
Aquela rosa branca
Que nunca me chegou ao coração
Por ausência
Propositada
A rosa branca desejada
Que eu sentia entrelaçada
No abraço que não aconteceu
Ainda espero a rosa
Porque o abraço
Esse anoiteceu...
Manuela Fonseca
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
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