
Mar revolto que me açoita ao bater naquelas rochas, além…
Escorregando toda a minha fúria
Em cada investida da espuma que me aclara a dor
Mar revolto do pensamento lapidado
Alimentado em desejo sóbrio
De penas enroladas à vida
O mar conhece a resposta selvagem
Que a esquina dos gigantes penedos da minha saudade
Agarra os cabelos aos dedos de tantas mágoas
Fúria que me alimenta em dias pares!
Olhar que atinge o limite da minha coragem!
Ah, mar revolto da minha alma decadente!
Manuela Fonseca