....

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo - 2011



Que o Novo Ano 2011 traga muita paz e esperança unidas à saúde, a todos os amigos
deste meu cantinho.
Beijinhos de amizade,
Manuela Fonseca

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A minha bússola da Amizade é feita de um ouro especial...


Boa tarde Manuela

Adorei o encontro no passado dia 16 de Outubro. As suas palavras emocionaram-me como há muito já não acontecia, porque vivemos sobretudo num mundo, onde as pessoas são indiferentes umas às outras, provocando o aniquilamento de qualquer diálogo.

E ali naquele espaço onde as palavras e os sentimentos fizeram uma ponte nasceu uma realidade diferente, onde o diálogo, a partilha e a amizade tiveram primazia.

Espero reencontrá-la de novo no lançamento do seu livro, e, ou, noutras oportunidades.

Vou-lhe enviar o poema que lhe dediquei. Grata pela sua atenção e amizade.

Cordiais cumprimentos

Paula Costa




"Breve brisa

que acaricia

as copas

das árvores

que derivam

ao sabor

de sentimentos

alheios

Breve poder

estar sem pressas

aproveitando

o momento

enriquecido

pelo esplendor

único do mundo

construtivo

embalador

nas horas de sossego."

15/10/2010


Este poema é para lhe agradecer o encontro onde as palavras ganharam dimensão


O encontro foi surpreendente

As suas palavras ecoaram

no coração de cada um

na emoção sentida e vivida

na alma do subtexto

onde o rio flúi

onde a água

em todo o seu conjunto

é derramada

num grande oceano

de profundas harmonias

proliferadas

no principio do bem-estar

É importante que assim seja

para que possa haver

o equilíbrio no mundo.


18/10/2010

Paula Costa

(Paula, grata por este carinho e amizade.
Retribuídos com toda a minha ternura!
Beijinhos e um longo abraço
Manuela Fonseca)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Filho da Lua


Que poderei eu fazer

A não ser deixar queimar o medo

Em fogo secreto que acendo

E calar este silêncio na cor da noite

Dizimar horas que me separam

Em distâncias baloiçadas

Abandonadas


Talvez um dia escale a sua montanha

A mais íngreme do mundo

Deixar que o vento me rasgue

Sorrisos rasteiros

Onde escorreguem solidões

Por penhascos agrestes

Contemplando a península estendida até Lisboa

Prateada


Se eu pudesse dizer

O que sinto agora

Se eu soubesse achar o caminho

Do Filho da Lua

Os seus pensamentos irrequietos

Na travessia do Tejo

Seria a autora do seu destino


Se eu soubesse andar para trás

Subir aos calvários e trazer nas mãos

O calor do olhar da Filha da Terra

Como num livro que tivesse escrito

Sentada nas estrelas de um jardim céltico

Perdido e encontrado

Nos olhos que vi



Ah, Filho da Lua

Se eu soubesse…

Manuela Fonseca


sábado, 11 de setembro de 2010

As Duas Faces do Sonho


Sentas-te à beira do caminho
Que atravessa a minha aldeia
Pela alvorada
Vês-me sair com o rebanho
Para o Outeiro
Levando na mão o cajado
Que é maior do que eu
E no coração
Os meus sonhos de infância…

Quando passo rente a ti, sem te ver
Decifras no meu olhar
Algo que me é indecifrável
Observas-me o corpo
Pequeno e robusto
Desprovido de graça e beleza
Movendo-se com pressa
A caminho do Outeiro

“ Que levará ela no pensamento?
Coisas sonhadas
E o sonho de que algum dia as viverá?
Ela que não tenha ilusões…
As coisas sonhadas são só sonhos
Retardados e amarelados pelo Tempo.
As que nós, um dia, viveremos
Essas sim, serão as realidades
Parecidas com os nossos sonhos… “

Eu sei…

E pelo caminho
Ouves-me assobiar uma cantiga semelhante
À que a tua mãe canta à noite
Ao adormecer o teu irmão.
Não estou contente nem triste.
Para mim, a Vida não tem mais sentido
Do que aquele que eu lhe dou

Sento-me na pedra lisa do Outeiro
Sem pensar que ela existe
E o que vejo todos os dias
Todos os dias é como se o visse
Pela primeira vez.
E o meu rebanho
Que pasta sem conhecer outro Outeiro
É feliz por isso…

Por não conhecer outro Outeiro.

Manuela Fonseca

sábado, 28 de agosto de 2010

Não te detenhas em mim




Não te detenhas em mim
Deixa apenas que me enrosque
No teu sofá verde água
E poise o rosto no teu colo
Sentindo as tuas mãos
Deslizarem pelo meu cabelo
Que escorrega sem pressa
Descobrindo os meus ombros
Despidos de sedas orientais

Um dia…

Visitar-te-ei todas as noites
Sem nunca me veres
Mas sempre me sentirás.

Manuela Fonseca

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Na intensidade dos gestos


Na intensidade dos gestos
Só sei navegar
Pela ausência do mar
Que há muito tempo
Me deixou em choro
Compulsivo

Navego em teu olhar
Descubro segredos tardios
Pardos de entender
Palavras esculpidas
Sentadas à beira da vida
Que abriste docemente

Num golpe profundo
Parti o meu navegar
E logo me perdi
Arrependi
Arrefecendo o horizonte
Rude de caminhos
Fraco de sorrisos
Forte de outros amores

Diante do meu último olhar
O teu rosto fui buscar
E a partilha era feita de ternura
Onde eu já não cabia
Nas vidas em que fui navegar
Para a ti te as entregar

Manuela Fonseca

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Uma metáfora é tudo isto


Uma metáfora é tudo isto e ainda (deixa ver se me recordo) dos sorvetes que comia num lambuzar constante de cara virada ao contrário para ver os olhos velhinhos da minha avó que me espiava dentro dos 80 anos e me comia os restos que me sobravam do prato para eu não levar pancada e também da sua própria fome de comeres bem confeccionados.

Manuela Fonseca