....
Mostrar mensagens com a etiqueta Poema de tristeza. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Poema de tristeza. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Não importa...


Quem como tu
Conhece o meu silêncio
Bailado no teu olhar
Jardins verdes
Castanhos por castigo
Ou por destino

Não importa...

Quem como tu
Para me rever em adágios
Mal disfarçados
Embalados
Em mal amanhecer

Corri encharcada
No teu perfil de esquina
E nunca soube dizer-te
Quem como tu
Conhece o meu silêncio

Não importa...

Manuela Fonseca

sábado, 14 de julho de 2007

Sem acordar o teu passar


Quando brilhou a madrugada
Deslumbraram-se
Entre o sol as mãos encantadas
Amores azuis em corações de fadas
Como as estrelas da noite acordaram
Na verdade de um novo dia

E encontrei-te num plano
Deserto, sem direcções
Não fui o sol nem o mar
Fui apenas o meu olhar
No teu a dançar

A alma tinha a cantar
E os braços leves de repousar
Ouvindo o silêncio do teu passar

Caminhei na vida eternamente
O amor rebolou em azuis dourados
E branco a pique
Sobre todas as coisas mortas

Mais adiante, vi-te já tarde
Tarde leve, cheia de distância
Escorregando os amores azuis
Onde as nuvens se curvam
Atrás do teu silêncio
Sem acordar o teu passar.

Manuela Fonseca

domingo, 8 de julho de 2007

A valsa da fome


Vem dançar comigo
A valsa da fome
Vem conhecer o menino
Que deixou as forças
Em outros olhares

Vem sentir comigo
O lugar vazio
Onde ele chora
As tuas lágrimas
De indiferença

Vem comigo
Conhecer
A valsa da fome

O outro lado de ti…

Manuela Fonseca