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domingo, 24 de agosto de 2008

Vem amanhecer-me


Vem amanhecer-me
Com a tua suave mão
No meu cabelo aninhada...

Vem espreguiçar-me
O sorriso apaixonado
Nesse teu quente beijo...

Vem enroscar-te em mim
Na alma que te recebe
Neste ondular acostumado...

Vem acordar-me
No silêncio arrumado
Por ti achado...

Meu sereno olhar...

Manuela Fonseca

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Vou escrever e não sei


Vou escrever

E não sei

Uma última vez para ti, meu amor

E não sei...

Quero abrir as arestas na partida

Da tua chegada

Usar as palavras

O sorriso

O olhar

A escrita

E não sei...

Não sei dar-lhe o tom correcto

As cores do momento fogem à mudança

Resumo de medos esculpidos em mim


Mais tarde...

O tempo vai valer

Contar as horas sem culpa...

Num sorriso

Um beijo por acontecer

E eu...

Eu, talvez, aprenda a escrever...


Manuela Fonseca

domingo, 3 de agosto de 2008

Estou de volta!



Olá amigos,
Voltei ao meu cantinho, após 15 dias de férias pelas Beiras de Portugal. Eu bem disse que voltava com uns centímetros a mais... Pois é! Mas não se resiste, podem crer!

Um beijinho a todos vós, com muito carinho e sorrisos.

Manuela Fonseca

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Vou de férias! Volto no fim deste mês!


Vou estar na linda cidade de Seia e arredores. E, como todos os anos, acho que voltarei com uns centímetros a mais. Aiiiiii, mas quem resiste ao descanso da Serra da Estrela, aos seus deliciosos queijinhos e pão? Pois é... Já para não falar em outras iguarias daquelas terras.

No fim do mês, cá estarei, se Deus quiser, com as baterias carregadas.

Um grande beijinho, muito fofinho para todos os meus amigos, leitores, companheiros de escrita...

Manuela***

terça-feira, 8 de julho de 2008

A loucura dos andaimes que me frisam o rosto



A loucura dos andaimes que me frisam o rosto de telas pintadas de suor

As vozes de impropérios que me açoitam os sentidos à passagem das minhas memórias

A morte atiçada em tombos quebrados e amordaçados de terra batida

A bucha que se divide em mãos calejadas e assobios alongados



A tua loucura é o meu bastão

A tua morte são as lágrimas prematuras

A tua memória já não permanece


A vida que passa ao lado das gravatas deslocadas na pressa

Alivia o peso dos teus amortalhados ombros

A tua hora será recordada por poucas lembranças

A vida foi contigo… acompanhada do teu negro olhar


Manuela Fonseca

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Aquele vestido verde


Aquele vestido verde
Suave ao toque do veludo
Deslizou no seu corpo
Em soluços confidentes

Rosto branco
Isento de cor malte
Caem sorrisos apressados
Que se desmancham em brilhos…

O andar provoca
O homem que o inventou
Quando o amor era presente

O olhar volta-se
Indolentemente
Desejando a paz doente…

Manuela Fonseca

sábado, 21 de junho de 2008