Sempre o passado, velho como um retrato, nas memórias de momentos achados que agora batem à porta e contam, de fugida, a tua e a minha história. A lembrar, sempre a lembrar que houve um presente por nós passado. E eu a deixar que o vazio da visita tome conta de mim, enquanto embrulho lágrimas num lenço de seda, com paciência, para as deixar deslizar em casa. Eu que me abstenho de viver fora dessas paredes porque me custa tanto ouvir…
Por isso, pelas desculpas que amealho, um dia ou outro, na razão mais sóbria ou na mais esquinada da minha alma fico, suficientemente, risonha na disciplina deste “jogo” das nossas vidas prometendo que o futuro vai começar já amanhã, longe de todas as rugas que agitam a memória.
Manuela Fonseca
sábado, 20 de abril de 2013
sábado, 29 de setembro de 2012
CORAGEM
A palavra coragem é muito interessante. Ela vem da raiz latina cor, que significa "coração". Portanto, ser corajoso significa viver com o coração. E os fracos, somente os fracos, vivem com a cabeça; receosos, eles criam em torno deles uma segurança baseada na lógica. Com medo, fecham todas as janelas e portas – com teologia, conceitos, palavras, teorias – e do lado de dentro dessas portas
e janelas, eles se escondem.
O caminho do coração é o caminho da coragem. É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido. É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser. Coragem é seguir trilhas perigosas. A vida é perigosa. E só os covardes podem evitar o perigo – mas aí já estão mortos. A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o desconhecido. O perigo está presente, mas ela assumirá o risco. O coração está sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador. A cabeça é um homem de negócios. Ela sempre calcula – ela é astuta. O coração nunca calcula nada.
- Osho -
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Equilíbrio

Que faço aqui no silêncio do castelo
Severo e prolongado?
Porque perco o riso dos dias
No sossego disciplinado
Repetindo a rotina harmoniosa
Que me insulta?
Porque não encontro
O amealhar do esquecimento
Neste canto equilibrado?
Quando aceito a vinda de alguém
Esbarro na ausência d’emoção
Na contagem dos afectos
Calo o desejo
E adormeço à procura de um sonho
Pensamento miserável…
Manuela Fonseca
domingo, 22 de julho de 2012
O meu blog fez 5 anos no dia 14 de Junho do corrente ano.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Talvez...

...talvez um dia, te volte a beijar como me ensinaste.
...talvez um dia, te volte a ver, com a dor que essa imagem acarreta.
...talvez um dia, o teu olhar me volte a falar das coisas achadas que nunca se perderam, no tempo.
...e, talvez um dia, me falte o amor para dar lugar às melhores memórias da minha vida.
...Talvez, um dia...
...talvez um dia, te volte a ver, com a dor que essa imagem acarreta.
...talvez um dia, o teu olhar me volte a falar das coisas achadas que nunca se perderam, no tempo.
...e, talvez um dia, me falte o amor para dar lugar às melhores memórias da minha vida.
...Talvez, um dia...
Manuela Fonseca
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Tenho apenas dois pertences
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Na ponta da memória

É como se tivéssemos crescido juntas, porém, um dia ela saiu pela porta das traseiras e eu saí pela porta da frente.
No jardim, nunca mais nos reencontrámos. Cada uma de nós seguiu o caminho da outra...
Quase todas as janelas eram quase todas as portas da casa.
De que tínhamos medo? Que os pássaros mudassem de árvores e não mais voltassem a voar.
Trinta anos depois...
Continuamos a desgastar a estrada do mesmo Universo que nos uniu.
O medo já não nos pertence e os pássaros continuam lá...a voar.
Manuela Fonseca
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