
No crepúsculo dos teus ombros
Ajoelhei a minha tristeza
E apedrejei a minha mágoa
Rasgando todos os silêncios
De secretas ombreiras
Onde me estatelaste
Na fúria podre e embriagada
Da possante inferioridade
Onde a alma tua desmaiava…
No crepúsculo dos teus ombros
Enalteci as minhas vontades
E arrecadei as pedras das minhas mágoas
E com elas reconstruí
Aquele a que eu chamo o Eu de Mim
E as ombreiras descobertas
Em noitadas ébrias de passados
Romperam a fútil inferioridade
De anos arrecadados…
Manuela Fonseca






