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Sábado, 6 de Agosto de 2011

O gesto do adeus...


O mundo foi mais perfeito, durante uma infinidade de anos onde as conversas fluíam, aconteciam de modo natural e quando o silêncio se aproximava era para nos segredar palavras escondidas a bailarem nos nossos corações. Repartíamos pedaços de “pão” nos “pratos” de cada uma. Um dia, acreditei nesta amizade… Hoje, após fazer o luto dela durante semanas a fio, levanto o braço e com a mão entrego-lhe o gesto do adeus.
A amizade é uma filigrana de encontros. Ninguém sabe, antecipadamente, se haverá ou não um encontro. O encontro é sempre imprevisível, inesperado. Como a felicidade, que já não está onde a procuramos, onde a esperamos como caçadores em guarda. Se procuramos ansiosamente a felicidade, se a queremos, encontramos mais frequentemente a desilusão. A felicidade aparece de improviso, quando não pensamos realmente nela, como se nos seguisse e esperasse, para se revelar, enquanto estivemos distraídos.
O riso era o segredo universal do nosso entendimento. O mais difícil já tínhamos conquistado: equilíbrio e confiança. Mesmo que nenhuma de nós soubesse o que queria, para onde ia e como lá chegar.
A vida só me ensinou a aceitar as diferenças que reconheço mas não explico, apesar de viver a decifrar os sinais da vida dentro dos meus conhecidos e eternos labirintos.

Manuela Fonseca

1 comentários:

Luís Coelho disse...

Bom dia Manuela
A felicidade pode até ser uma miragem ou uma estrela a que dificilmente chegaremos. Porem enquanto empreendemos a luta para a alcançar já somos felizes.

Há pessoas felizes com muito pouco enquanto outras que nada lhes falta são uns infelizes.

A felicidade somos nós que a construímos dentro das nossas paredes de vidro.
Somos mais felizes quando ajudamos os outros a serem felizes